Cinema

Story Studio lança Henry, sua nova animação com foco emocional

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Henry é a segunda animação em realidade virtual do Story Studio, que já tem recebido o apelido de “Pixar da realidade virtual”, um laboratório de inovações para aplicações desenvolvidas para o Oculus Rift. De fato, seus principais diretores vieram da Pixar e tem o foco em produzir animações para o dispositivo de VR sem abrir mão do “controle” do diretor do filme. Ou seja, ao imergir no mundo virtual dessas produções, o espectador será condizido pela narrativa. Seu primeiro filme foi o Lost,que também envolve uma experiência sensorial.

A nova produção seguiu um caminho oposto aos mais recentes jogos e trabalhos de entretenimento focados em VR, que apostam mais em suspense, medo e “emoções baratas”. A proposta de Henry é lidar com a empatia do público, segundo o diretor Ramiro Lopez Dau, responsável pela tendência emocional da animação.

Essa foi a grande questão para mim: Como as pessoas vão se conectar com ele? Então, nós viemos com esse personagem que tem um problema óbvio: Ele quer abraçar as pessoas e ele é super espinhudo. Então essa foi a conexão, porque todos merece um amigo. E Henry não tem qualquer falha. Ele é assim mesmo;. ele é um ouriço… Portanto, é mais sobre, ok, há algum significado aqui. Você vai encontrar alguém que vai aceitar quem você é, o que é uma mensagem muito universal. … Este vai ser um ponto muito forte para sentir empatia por esse cara.

Mas a história narrada por Elijah Wood não visa apenas o significado emotivo. O curta é um dos cinco previstos para serem exibidos antes do Oculus Rift VR ser liberado no primeiro trimestre de 2016, e foi inicialmente concebido como uma comédia. Max Planck, diretor técnico do Story Studio, acredita que as lições aprendidas na casa de animação da Pixar – que foi de onde ele, Lopez Dau e o Diretor de Criação Saschka Unseld, trabalharam anteriormente – ajudaram a conduzir a história.

É engraçado porque, com Henry, nós dissemos que vai ser uma comédia. E aprendemos da Pixar que para fazer um riso realmente chegar você tem que … realmente se preocupar com um personagem. E então eu acho que Henry, na sua maior parte , é mais emocional em um espectro triste. Você sente por Henry. Você quer que ele receba um abraço. é engraçado como a maioria das pessoas saem dali dizendo: ‘Eu não ri muito, mas eu estava chorando.’ E nós como: ‘É isso!’ Queríamos apenas uma conexão emocional.

Para isso, os diretores explicam que apostaram nos grandes olhos do personagem, que são capazes de transmitir e compartilhar suas emoções em momentos de alegria ou tristeza, enquanto parecem que olham para o expectador.

No entanto, o ouriço interativo que conhecemos a partir de hoje é na verdade uma versão em menor escala de um projeto muito mais ambicioso: um personagem em tempo real imbuído de inteligência artificial que reage totalmente com os usuários. Unseld admite isso, dizendo que Henry é um “vislumbre do que o futuro nos reserva”, personagens que podem partilhar as suas emoções com as pessoas e isso será muito diferente do que o filme de Henry. Planck explica que, em um ponto durante a produção, a equipe havia “colocado em um pouco de lógica”, e Henry estava rastreando o movimento dos olhos dos telespectadores.

Esse recurso foi removido pois a equipe sentiu que isso interrompeu o fluxo da narrativa, uma vez que o espectador não é uma parte da história. Mas Planck admite que em algum momento eles podem querer ir para essa direção e tornar os personagens interativos com o público.

Por enquanto, os futuros curta-metragem do Story Studio abordarão diferentes temas e continuarão impondo algumas limitações técnicas às narrativas em VR. Enquanto a próxima produção de ação vai incorporar quatro instâncias de “teleportes” de visualização, Henry terá seu foco total no emocional. Os espectadores entram no mundo de pé, no apartamento de Henry, que é dentro de uma árvore, e em seguida a transição suavemente leva o olhar a se sentar ao nível com ele em sua mesa de jantar.

Embora Henry esteja finalmente pronto para os olhos do público, tanto Lopez Dau quanto Planck dizem que é possível a curto prazo ser remasterizado para adicionar teleportes, truques de câmera e (potencialmente) o suporte para novos controles de toque da Oculus, antes de ser disponibilizado livre de encargos no ano seguinte. Isso mesmo, Palmer Luckey, fundador da Oculus VR, confirma que as animações Lost, Henry e os outros filmes da Story Studio serão empacotados com o Rift. Quanto ao suporte para o dispositivo Morpheus, plataforma VR da Sony, Luckey timidamente admite que “é muito cedo para dizer.”

No vídeo abaixo, os diretores falam sobre a produção e algumas pessoas reagem à experiência de assistir à animação.

Na apresentação, Planck ainda completa que o estúdio pretende tornar as suas produções mais lucrativas, e criar um modelo para os curta-metragem gerarem renda. Ele cogita a possibilidade de criar episódios para que o público fidelize a uma série e compre cada um isoladamente, assim como a Telltale Games fez com The Walking Dead.

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