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Este robô cria novos robôs, aprende com os erros e faz robôs ainda melhores

Robô "mãe" cria seus próprios "filhos"

Charles Darwin provavelmente não esperava que os princípios básicos da evolução seriam aplicados a máquinas: pesquisadores criaram um robô “mãe” que reproduz “crianças” independentemente, passando para a próxima geração seus melhores recursos.

Um robô-mãe (que é um grande braço robótico) projetou, construiu e testou “gerações” de “filhos”: pequenos robôs com o formato de um cubo. A mãe usou o que observou em cada um dos experimentos para aperfeiçoar o robô feito em seguida.

Os robôs-bebês foram testados para saber até onde e quão rápido eles viajavam em uma mesa em determinado período de tempo. Ao final de cada etapa, a criança mais bem-sucedida se classificava para a etapa seguinte, enquanto os outros eram substituídos. O braço robótico projetava e construía novos robôs para competir na corrida, mas com formas e comandos diferentes. As novas gerações eram mais rápidas do que as anteriores.

É uma conquista significativa, já que um dos maiores desafios da robótica – talvez o maior de todos – é criar robôs que conseguem se adaptar a novas situações, em vez de apenas realizar as mesmas tarefas repetitivas o tempo inteiro, por exemplo.

A anatomia complexa das "crianças" robóticas do estudo. Crédito: PLOS One

O objetivo aqui é conseguir robôs que criem outros robôs até melhores do que os feitos por humanos. O estudo trata os robôs como seres vivos: “A seleção natural é basicamente reprodução, avaliação, reprodução, avaliação e assim por diante”, explicou o Dr. Fumiya Iida, chefe do estudo. “É essencialmente isso o que o robô está fazendo – podemos verificar as melhoras e diversificação da espécie.”

Esse experimento particular é o que se chama de “robótica evolucionária”, uma nova área na qual robôs são feitos sem ajuda humana. E, assim como na natureza, seus corpos físicos se adaptam ao ambiente com o passar do tempo.

O experimento foi realizado na Universidade de Cambridge em colaboração com o ETH em Zurique, na Suíça, e os resultados foram publicados no periódico PLOS One.

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